Silêncio
Os cavalos carregam no corpo uma memória antiga do mundo. Dormem em pé, como quem nunca baixa totalmente a guarda, e sentem o coração humano antes mesmo de qualquer palavra. Seus olhos, posicionados nas laterais da cabeça, enxergam quase tudo ao redor — como se fossem feitos para perceber o invisível e pressentir mudanças no ar. São capazes de reconhecer emoções, distinguir passos conhecidos à distância e criar laços profundos com quem os trata com presença e respeito. Quando correm, não fogem: atravessam o espaço com uma elegância que mistura força e delicadeza, lembrando que potência não precisa ser rude. Talvez sejam tão especiais porque vivem nesse equilíbrio raro entre instinto e sensibilidade, entre liberdade e escuta, ensinando silenciosamente que a verdadeira conexão não se impõe — se sente.
Fotografia Fine Art impressa em papel Hahnemuhle 100% Algodão
(A moldura é ilustrativa)


